CBSA no pódio mundial mais uma vez: paraense Mequias Miranda do Nascimento conquista bronze histórico em Tashkent e recebe medalha das mãos de Islam Makhachev
TASHKENT, Uzbequistão – O esporte paralímpico brasileiro e do estado do Pará acaba de escrever mais um capítulo histórico no cenário internacional. Representando a Confederação Brasileira de Sambo (CBSA), o lutador paraense Mequias Miranda do Nascimento conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Sambo 2026, realizado em Tashkent, no Uzbequistão.
Competindo na categoria até 64 kg da classe SVI-1 (destinada a atletas com deficiência visual total), Mequias garantiu o 3º lugar no pódio mundial, em uma campanha marcada por estratégia, técnica apurada e superação.
O ponto alto da participação brasileira aconteceu na decisão da medalha de bronze. Orientado no córner pelos treinadores Alcindo Rabelo Campos e Adalberto Correa Junior, o atleta do Pará demonstrou domínio absoluto do combate desde os primeiros segundos, impondo seu ritmo sobre o representante da Moldávia e encerrando a luta com um placar elástico de 8 a 0 (superioridade técnica).
Ao soar do apito final, a comemoração emocionada no tatame refletiu o peso do trabalho conjunto da delegação brasileira diante das maiores potências mundiais da modalidade.

Momento especial no pódio: reconhecimento de Islam Makhachev
Além do feito esportivo dentro da área de luta, a cerimônia de premiação reservou um momento inesquecível para o esporte nacional. A medalha de bronze foi entregue ao atleta brasileiro pelas mãos de Islam Makhachev, campeão mundial de Combat Sambo e atual campeão do UFC.
Durante a entrega no pódio, Makhachev fez questão de cumprimentar, elogiar e reconhecer a grande atuação e a determinação de Mequias Miranda do Nascimento, protagonizando uma cena histórica de respeito e admiração mútua entre grandes nomes das artes marciais.

A classe SVI-1 reúne atletas totalmente cegos, exigindo alto nível de percepção espacial, reflexo tátil e sintonia fina com os comandos dos treinadores. O resultado inédito alcançado no Uzbequistão, um dos principais redutos tradicionais do Sambo no mundo, consolida Mequias entre a elite internacional da categoria e coroa o trabalho de fomento conduzido pela CBSA.
A força da gestão da CBSA e a inclusão no esporte
Sob a presidência de Marcelo Capano, a Confederação Brasileira de Sambo (CBSA), entidade máxima da modalidade no país e representante oficial da Federação Internacional de Sambo (FIAS) e da União Pan-Americana de Sambo (UPASA), segue expandindo a presença brasileira nas principais arenas globais.
A conquista em Tashkent é reflexo direto de uma gestão voltada não apenas ao alto rendimento no Sport Sambo, Combat Sambo e Beach Sambo, mas também ao pioneirismo no Sambo adaptado e em projetos de inclusão social pelo esporte.
Nos últimos anos, a CBSA consolidou o Brasil no mapa mundial da modalidade, promovendo intercâmbios técnicos internacionais, estruturando federações estaduais de ponta a ponta no país, com forte atuação de estados como o Pará, e levando iniciativas socioesportivas brasileiras de inclusão ao reconhecimento de órgãos globais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
A palavra dos protagonistas
“Levar essa medalha mundial para o Brasil e para o meu estado do Pará é uma emoção indescritível. Vencer a disputa do bronze por 8 a 0 em Tashkent e ainda receber a medalha e o reconhecimento de um campeão como Islam Makhachev é a realização de um sonho. Isso é fruto de muita dedicação ao lado dos meus treinadores, Alcindo Rabelo Campos e Adalberto Correa Junior, e de todo o suporte da CBSA.”
— Mequias Miranda do Nascimento, medalhista mundial de Sambo
“O bronze do Mequias em Tashkent é um marco para a Confederação Brasileira de Sambo e motivo de imenso orgulho para o nosso país. Vencer por 8 a 0 na decisão de um Mundial comprova a excelência técnica que o Brasil alcançou, especialmente no Sambo para deficientes visuais, que é uma bandeira prioritária de inclusão da nossa gestão junto à FIAS. Ver nosso atleta no pódio sendo reverenciado por ícones mundiais da luta mostra a grandeza do trabalho feito pelos treinadores Alcindo e Adalberto no Pará.”
— Marcelo Capano, Presidente da Confederação Brasileira de Sambo (CBSA)
Leia também: Brasil leva inclusão, talento e grandes expectativas ao 50º Campeonato Mundial de Sambo, no Uzbequistão.